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24-11-2015

Brasil é o terceiro país que menos gasta com educação, segundo levantamento da OCDE



Por Gabriela Echenique e Basília Rodrigues

O investimento do Brasil em educação por aluno é o terceiro pior entre os países da OCDE. O gasto público anual por estudante da educação básica ao ensino superior US$ 3.441. A média, entre os países 34 países pesquisados é de US$ 10 mil por aluno. O Brasil só fica à frente da Colômbia que investe US$ 3.300 e da Indonésia, com US$ 1.400 por estudante. Do ano passado pra cá, houve aumento no valor investido  aqui, por isso o Brasil saiu da segunda pior posição e subiu um degrau.  Quando se leva em conta o gasto em relação ao PIB, o Brasil ocupa a 5ª posição. Destina 5,6% do total à educação. Percentual menor que o levantamento de 2014 que foi de 5,9%. O presidente do Inep, José Francisco Soares, diz que não se pode comparar o Brasil com países de primeiro mundo que tem mais recursos disponíveis.

"Ele é um gasto alto dado o nosso nível de desenvolvimento e de pobreza. Nós gastamos menos que os países desenvolvidos porque nós somos mais pobres. E não há como o PIB per capita sendo menor, pegarmos um setor e colocá-lo num gasto de primeiro mundo".

O estudo da OCDE também revela que o Brasil paga mal os professores. A média salarial de um professor de países da OCDE é mais que o dobro do que os docentes ganham no Brasil. Em todos os níveis, os professores brasileiros recebem, em média, pouco mais de US$ 11 mil por ano. Nos Estados Unidos, por exemplo, o salário inicial de um docente do ensino médio é US$ 37 mil ao ano. Para o professor da UnB, especialista em políticas públicas para educação, Remi Castioni, o Brasil ainda precisa oferecer mais recursos à educação e valorizar o professor. Ele lembra que, para isso, será necessário colocar as metas do Plano Nacional de Educação em prática.

"Nós estamos ainda muito distantes. Se a nossa renda per capita é de 20 mil e nós estamos investindo 3 mil isso está muito distante do que os outros países estão aplicando. Então, o Plano Nacional de Educação precisa ter as condições para a sua efetividade. Há metas que precisam ser alcançadas".

Quase dois terços dos jovens de 15 a 29 anos no Brasil não estavam estudando em 2013, segundo o levantamento. A geração Nem Nem, aqueles que nem trabalham, nem estudam, ainda representa 20% da população. De acordo com a pesquisa, há mais brasileiros com diploma de ensino superior - o índice subiu de 11 para 14% contra uma média de 54% entre os países pesquisados.



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