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09-11-2015

Falsificador de cartões colhia dados por bluetooth, diz polícia



O homem que foi preso na sexta-feira (6) suspeito de falsificar cartões de crédito em Campina Grande  usava a tecnologia bluetooth para colher os dados dos cartões. A informação foi passada pelo delegado adjunto da Delegacia de Crimes contra o Patrimônio (DRF), Cristiano Santana. Os crime s aconteciam em bares e restaurantes de luxo da cidade.
“Ele recebia esse sistema pronto de hackers e subornava funcionários dos estabelecimentos comerciais de alto padrão para que trocassem a máquina legítima pela adulterada. Diferentemente daqueles equipamentos conhecidos por ‘chupa-cabras’, cujos utilizadores precisam fazer a retirada desses equipamentos pessoalmente, o sistema utilizado por ele tem ainda mais tecnologia, pois a maquineta adulterada e com todas as informações, inclusive senhas, recolhidas por bluetooth, são recolhidas pelo próprio funcionário que realizou a troca do equipamento”, explicou o delegado.
O suspeito, de 31 anos, era um dos mais procurados do Brasil e agia em vários estados, de acordo com a Polícia Civil. A prisão aconteceu no bairro do Catolé por cumprimento de mandado de prisão preventiva durante a operação "Boy Play", que foi realizada na sexta-feira (6), mas ele só foi apresentado nesta segunda-feira (9).
No momento em que foi preso, o suspeito se apresentou com um nome falso, mas já tinha sido identificado pela Polícia Civil. Na casa dele, foram apreendidos 30 cartões, celulares, chips, máquinas de adulteração de cartões e jóias. Além do mandado de prisão que foi cumprido, a Polícia Civil ainda lavrou procedimento de flagrante contra ele pelo material apreendido na residência. Ele ainda vai responder pelo crime de suborno contra o delegado titular da DRF, Danilo Orengo, por oferecer à autoridade policial R$ 200 mil para não realizar a prisão. O suspeito foi autuado por furto mediante fraude, falsa identidade e corrupção ativa.
De acordo com o delegado Danilo Orengo, a Polícia Civil chegou ao suspeito depois de um mês de investigações. “Ele e o irmão foram presos no Rio de Janeiro pelo mesmo crime de falsificação e adulteração de cartões de crédito há um ano e ele estava cumprindo pena no regime semi-aberto quando não mais voltou ao Sistema Prisional e veio para a Paraíba, especificamente a Campina Grande . O seu comportamento aqui chamou a atenção da polícia judiciária, pela ostentação e gastos praticados por ele e a investigação foi iniciada há um mês”, explicou, acrescentando que “Boy Play” é o nome como o homem que foi preso era conhecido na organização.
Orengo ainda afirmou que, na Paraíba, ele continuou a aplicar o mesmo golpe, colhendo informações de cartões de crédito em bares e restaurantes de luxo e as utilizando para fins ilícitos. O motivo da escolha da cidade de Campina Grande para atuação teria acontecido pelo fato da mulher dele ser natural de Fagundes.
 

G1 PB

 

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