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04-12-2015

Ministério da Saúde altera diagnóstico de microcefalia



O diretor do departamento de vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, revelou à ÉPOCA uma mudança importante na identificação de bebês com suspeita de microcefalia: o parâmetro cefálico (ou a circunferência da cabeça). Até então, um dos parâmetros era a cabeça do bebê ao nascer ser igual ou menor a 33 centímetros. Com o novo protocolo, o valor baixou para 32 cm, excluindo 3% dos 1.248 casos suspeitos. "Esse é o valor usado no mundo inteiro", diz Maierovitch.

A mudança aconteceu depois de uma reunião com profissionais de medicina fetal em Brasília, na semana passada. Diante crescimento exponencial de microcefalia, disse Maierovitch, o Ministério optou por aumentar a nota de corte e, assim, triar mais bebês. Dois meses depois, a avaliação é que a antiga metragem estava incluindo crianças sem problemas aparentes. " Significa que os bebês que nasceram com 33 centímetros podem ter uma vida normal", diz.

Na prática, significa que a triagem nos centros de saúde vai ser um pouco diferente. Bebês com perímetro cefálico igual ou menor a 32 cm serão encaminhados, imediatamente, para um núcleo especializado em recém-nascidos com suspeita de infecção pelo Zika. Para os demais, a indicação é monitorar com mais atenção no atendimento comum. Diante de alguma suspeita, o bebê deve ser encaminhado a um especialista. "Ele volta a ser um caso suspeito se tiver atraso nos marcos de desenvolvimento ou se demonstrar um comportamento incomum, como choro irritante e constante", diz a obstetra Adriana Melo, de Campina Grande (PB), que participou da formulação do novo protocolo. 




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