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10-04-2016

Pesquisadores de Universidade Federal constroem casas ecológicas



Pesquisadores da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) desenvolveram uma casa ecológica para dar mais conforto ao homem do campo, no interior da Paraíba. O experimento está sendo feito no distrito de Ribeira, na Zona Rural de Cabaceiras, no Cariri paraibano. No local moram cerca de 1,2 mil habitantes e as casas são conjugadas  (unidas pela mesma parede), o que provoca um grande calor em épocas mais quentes. O projeto melhora a ventilação das casas aliviando o calor comum da região, além de gerar economia com água e energia.

Segundo o professor da UFCG, Geraldo Beracuhy, as modificações estudadas têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida nas moradias da comunidade de famílias carentes.

"De maneira geral, nós tentamos resgatar um pouco da cultura histórica brasileira, quando outrora os portugueses construíam muitas casa com o teto alto. Ao estudar essa história e a necessidade de colocar o pequeno agricultor em um lugar agradável,  foi verificada várias modificações que nós podíamos fazer em uma casa, no interior da Paraíba", explica ele.

Todas as paredes da casa são brancas, pois, segundo o pesquisadores, a cor reflete mais a luz do sol e colabora com e economia de energia elétrica. A casa tem 69 m³ e 5 metros de altura, com dois quartos, sala, cozinha, um banheiro e um mezanino. Na área externa, o formato do telhado garante uma melhor captação da água da chuva, através de um calha que leva a água para uma cisterna com capacidade para 16 mil litros, que pode garantir o abastecimento da casa por até um ano.

O engenheiro agrônomo, Verneck Abrantes disse que, mesmo estando em uma área seca, a captação da água pode gerar uma autonomia no abastecimento. "Ainda vai chegar um momento em que carro pipa deve ser banido dessas áreas. Essa captação de água deve ser natural e ao mesmo tempo saneada, dentro das condições de chuvas. Apesar de chover pouco na região, é possível ser autossuficiente com a chuva que cai", garante o engenheiro.

O mestre de obras, Gilvan Oliveira, responsável pela construção das casas garante que a construção delas pode ser mais barata que a de casas comuns da região. "Uma casa dessa hoje, em termos de material e mão de obra, eu creio que fica em torno de R$40 mil. Uma casa comum sairia por mais de R$50 mil", disse.



Com G1/

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