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09-10-2015

Por que o Facebook acertou em não nos dar um botão de "dislike"



Ontem, o criador do Facebook, Mark Zuckerberg, anunciou o lançamento das reações ? as substitutas do botão de curtir. Os novos botões expandem as maneiras de nos expressarmos na rede: será possível curtir, amar, rir, alegrar-se, surpreender-se, entristecer-se e enraivecer-se. Notem que de sete opções, somente duas podem ser consideradas negativas.

De acordo com Zuckerberg, foi ouvindo os pedidos dos usuários por um botão de não curtir que sua equipe procurou criar formas de expressar empatia e tristeza. Paradoxalmente, o comentário mais curtido da postagem do anúncio até a meia noite de quinta, com aproximadamente 25 mil curtidas, pedia um botão de descurtir no lugar das reações.

Eu acho importante que não exista a opção de "dislike" na rede social, já que tanto páginas quanto pessoas poderiam sofrer interações negativas de maneira injusta, criando danos às suas imagens. Imagine se os funcionários da concorrência resolvem mobilizar pessoas para dar descurtidas em outra empresa por causa de suas metas. Ou se os alunos de uma turma descurtirem todas as fotos e postagens de um colega com o objetivo de praticar cyberbullying.

Zuckerberg fez o Facebook dar certo por saber manter um ambiente positivo em que as pessoas querem gastar o seu tempo. Os botões de tristeza e raiva evitam a velha contradição de se curtir uma postagem triste ou indignada e não fornecem aos trolls ferramentas que podem sair do controle.

O teste será feito primeiro na Espanha e na Irlanda e, se as reações forem bem aceitas, o resto do mundo as receberá. Qualquer que seja o resultado, o Facebook leva a minha curtida por manter distância do "dislike".

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