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20-06-2016

Presidente da Claro diz que consumidor não pode exigir internet ilimitada e com qualidade



CPI da Telefonia realiza audiência na Assembleia Legislativa (
José Antônio Guaraldi Félix, presidente da Claro, mesma empresa da NET, disse nesta segunda-feira (20), que 3% dos usuários da NET consomem 80% da internet oferecida, e que as pessoas não podem exigir internet ilimitada com qualidade. "É extremamente saudável ter algum limite", disse. A declaração, em defesa da limitação da internet, aconteceu durante audiência pública da Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI da Telefonia, na Assembleia Legislativa da Paraíba.

O presidente da Claro informou, inclusive, que todos os contratos da sua empresa possuem dispositivo nesse sentido da limitação desde a década de 1990, o que surpreendeu o relator da CPI, deputado Bosco Carneiro. "Hoje, no Brasil, poucos estão pagando por muitos", argumentou José Antônio Guaraldi. José Antônio Guaraldi Félix defende a liberdade para as empresas pois, na sua análise, isso provoca a redução dos preços. De acordo com o presidente da Claro, a iniciativa privada pode fornecer diversos planos, inclusive ilimitados.

"Toda vez que não há liberdade no negócio, o preço sobe, porque começa a regular, começam a ser feitas exigências não realistas, do mesmo modo que a gente tem que dar a velocidade, imagina, free, usa o que tu quiser, por outro lado existem regras de qualidade, então, você não pode querer exigir as duas coisas", disse o executivo da Claro e da NET. Segundo ele, se a internet for ilimitada, as pessoas usam cada vez mais. O deputado Bosco Carneiro criticou a falta de investimento das operadoras de telefonia e internet, a falta de fiscalização e as regalias recebidas por essas empresas.

"Nós verificamos que o povo brasileiro já pagou, financiou essas telecomunicações desde a privatização, que é na verdade escândalos e mais escândalos, dinheiro público jogado no mato, no lixo, aliás, é recambiado para outros países; financiamento do BNDES, financiamento da Sudene, incentivos fiscais, e nunca tem investimento para o pobre da Paraíba, do interior, que não tem nem acesso à internet", desabafou João Bosco, indignado. Segundo ele, a Anatel é conivente com as operadoras. "Não tá nem regulando, porque vocês agora é que passam a regular. O Congresso Nacional não abrem uma CPI para investigar, e quem na verdade é lesado é o consumidor brasileiro, é o povo da Paraíba", disse Bosco Carneiro, que prometeu descortinar e dar transparência à relação inescrupulosa que existe entre as telecomunicações no Brasil e o poder público. A gente não vê um pobre, numa seca, conseguir financiamento na Sudene para fazer uma cisterna, mas tá financiando a Claro a instalar loja aqui na Epitácio Pessoa", disse o parlamentar.

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