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01-12-2015

Zika, Chikunguya e Dengue: entenda qual tipo de repelente é eficaz contra o Aedes Aegypti



Após registrar o aumento de casos de bebês nascendo com o diagnóstico microcefalia, cresceu também a preocupação em relação ao mosquito Aedes Aegypti. Velho conhecido dos brasileiros, suspeita-se que o mosquito tenha chegado ao país no final do século XIX e delá para cá ganhou "fama" sendo apontado como causador da Dengue.

No entanto, além da Dengue, o mosquito Aedes Aegypti é também causador da Febre Chikunguya e da Zika, esta última tem se apresentado como a mais perigosa das três e, por enquanto, está diretamente ligada aos casos de microcefalia.

Evitar que o mosquito se reproduza continua sendo o foco, contudo, para tentar livrar-se dos que já nasceram é importante, segundo alguns especialistas, o uso permanente de repelentes.

Os repelentes que prometem proteger contra a dengue se esgotam rapidamente nas prateleiras das farmácias e supermercados, ainda mais em épocas em que a doença está em evidência e ganha destaque nos noticiários. Mas você sabe mesmo qual é o jeito certo de aplicar? Existem versões fabricadas com diferentes tipos agentes, nem todas podem entrar em contato com a pele de grávidas e crianças e algumas delas não têm a eficácia cientificamente comprovada. Para esclarecer tudo sobre o assunto, conversamos com a dermatologista Carolina Marçon, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. Aqui, a especialista ensina como usar os repelentes e outras técnicas para se prevenir contra a dengue sem colocar a saúde em risco.

As diferenças entre os tipos de repelente Os princípios ativos dos repelentes aprovados pela Organização Mundial de Saúde são:

- Icaridina: os repelentes com esse componente são os mais procurados. O período de proteção varia entre 8 e 10 horas e pode ser usado em crianças a partir de 2 anos.

- DEET: é o mais fácil de encontrar. Pode ser usado em crianças com mais de 2 anos e não deve ser aplicado mais de três vezes por dia.

- IR 3535: a Anvisa permite que seja usado em crianças com mais de 6 meses, mediante orientação do pediatra. Protege por até 4 horas.

Nem pensar em aplicar repelente na pele de crianças até essa idade. Como ela é muito sensível e a área corporal, muito pequena, os componentes químicos são absorvidos rapidamente. Não há estudos que comprovem a segurança do uso em bebês, então, não arrisque. O melhor para protegê-los é usar calças, bodies ou macacões compridos, de tecido leve (para não esquentar demais no calor). Mosquiteiros e telas nas janelas são medidas fáceis, seguras e eficientes.

De 6 meses a 2 anos O ideal é não usar repelente em crianças antes dos 2 anos. No entanto, em regiões com surto, o risco de não proteger as crianças é maior. Se for esse o caso, é fundamental conversar com o pediatra, que vai dizer se vale a pena comprar, indicar qual é o melhor tipo de produto e a maneira correta de aplicar. Em excesso, pode causar irritação na pele ou até problemas mais graves, como alteração neurológica ou cardíaca. A mesma precaução deve ser tomada por gestantes.

Produto específico para as crianças Se for usar repelentes em crianças, escolha os produtos formulados especificamente para elas. Há diferença na concentração, que deve ser mais baixa. A pele delas é mais sensível e não há testes que comprovem a segurança de produtos mais concentrados nesse caso.

Repelente x filtro solar Os repelentes não devem ser usados junto com os filtros solares, que precisam ser reaplicados com uma frequência maior. Os produtos contra a dengue podem ser reaplicados no máximo três vezes ao dia. Para crianças de 6 meses a 2 anos, a recomendação é que se passe apenas uma vez por dia.

Como usar o repelente Ele deve ser espalhado por igual nas áreas expostas do corpo, exceto nas mãos (principalmente a de bebês, que têm o costume de levá-las à boca). Depois de aplicar o produto em você ou no seu filho, lembre-se de lavar também as suas mãos. Nunca passe repelente nas partes da pele que ficam sob as roupas. Primeiro, porque não é necessário. O tecido já protege. O segundo motivo merece ainda mais atenção: o repelente tem uma composição química forte e a roupa potencializa o contato com a pele, além de oferecer calor, facilitando a absorção e aumentando os riscos de reações.

Lave antes de dormir Nunca durma ou deixe as crianças dormirem com repelente na pele. É importante lavar e retirar o produto antes. Do contrário, a pele fica exposta por um período muito longo, o que pode favorecer uma absorção em excesso. Além disso, não é necessário porque o mosquito da dengue tem hábito diurno. Manter os ambientes ventilados e frescos é outra forma de evitar o contato, já que ele prefere lugares quentes. Use telas de proteção nas janelas e mosquiteiros.




com Revista Crescer  




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